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Neymar e Alisson, os melhores e os mais caros
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Alisson é o goleiro mais caro do mundo, comprado pelo Liverpool por 62,5 milhões de euros. São 11 milhões de euros a mais do que Buffon custou à Juventus, quando saiu do Parma.

Neymar é o jogador mais caro da história, comprado por 222 milhões de euros. Não se desvalorizou, como ele mesmo disse. Todo mundo fala dele, quinze dias depois da eliminação do Brasil da Copa do Mundo.

Mesmo que Neymar não leve em conta o conteúdo do que se fala, digamos que tenha razão, neste mundo tão rápido, de brincadeiras descartáveis, talvez valha o mesmo falar bem ou falar mal. Mas sempre é melhor quando a brincadeira é com a vítima e não com o autor do drible, o cara que não consegue driblar, porque sofreu falta ou caiu de maduro.

Quem nunca jogou não sabe, disse Neymar. Como Gary Lineker, Alan Shearer, Joey Barton, Casagrande…

Arrigo Sacchi costumava dizer que não é preciso ter sido cavalo para ser jóquei. Sem nunca ter sido jogador profissional, foi bicampeão da Europa como técnico. Carlos Alberto Parreira foi campeão do mundo como treinador. Jamais chutou uma bola.

Mas ignorância se perdoa no mundo da bola, muito mais do que o cinismo.

David Luiz era o zagueiro mais caro do mundo, em todos os tempos, quando o Brasil perdeu para a Alemanha por 7 x 1. E o segundo colocado era Thiago Silva, ausente na semifinal do Mineirão. Perdeu o posto para Van Dijk, do Liverpool.

Mas o melhor zagueiro da Copa foi Varane, do Real Madrid.

Pelé e Garrincha foram os melhores do mundo. Nunca foram os mais caros.


Futuro de Tite deve se definir a partir de quarta-feira
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Edu Gaspar já está trabalhando, pensando em todas as seleções brasileiras. Em teoria, portanto, o reinício de trabalho se dará depois da derrota para a Bélgica e a eliminação nas quartas-de-final, sexto lugar na Copa do Mundo da Rússia.

A direção da CBF, em conversa semana passada, segue com o entendimento de que deve prosseguir o trabalho com Tite. A espera pelo treinador é para esta quarta-feira, no Rio de Janeiro.

Nesse mesmo dia, é provável que aconteça uma reunião para avaliação de todo o trabalho, mas com a intenção de prosseguimento. Tite certamente discutirá os próximos passos, mas o processo pressupõe a seqüência para o que se fez em um ano de trabalho.

A partir da reunião, que deve ocorrer na quarta-feira, é provável que se defina pela renovação do contrato por quatro anos. A cúpula da CBF concorda que o ideal é um ciclo completo de trabalho, de quatro anos, como aconteceu com a campeã do mundo, França, que trabalho sob o comando de Didier Deschamps desde 2012.


França confirma Copa sem craque e com futebol-esquadra
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A França é campeã do mundo, com metade de seus gols marcados de bola parada.

Numa final em que a Croácia começou muito forte, pressionando, dificultando a saída de bola francesa, jogando pelos dois lados, com Perisic pela esquerda, Rebic pela direita. Criando chances de gol.

Até que a França, cirúrgica, teve um contra-ataque. Ajudado pela marcação de uma falta inexistente pelo árbitro Nestor Pitana. Griezmann cobrou e Mandzukic colocou para dentro do gol.

A Croácia insistia. Numa jogada parecida com a do gol de Mandzukic contra a Inglaterra, Perisic aproveitou o sobe e desce, bate-rebate, e finalizou. O empate durou pouco, porque o árbitro Nestor Pitana viu pênalti no toque na mão de Perisic.

Viu, não. Voi ao vídeo, viu, saiu do monitor e voltou, demonstrando sua evidente insegurança. Então, marcou pênalti.

Não foi. Griezmann cobrou e fez.]

Eleito o melhor em campo, pela participação nos dois gols, Griezmann é o primeiro jogador desde Just Fontaine a participar de sete gols 14 gols franceses. A França terminou com 14 gols, melhor ataque, empatado com a Bélgica e a Croácia.

Muito em função do segundo tempo, em que Pogba jogou muito e Mbappé confirmou o que se sabe dele: decide. Jogadsa de velocidade são com ele mesmo. Numa arrancada contra o zagueiro Vida, ganhou em velocidade e, quando parecia perder, tocou na bola e finalizou. Depois, foi premiado pelo gol em chute de fora da área.

Mbappé é o primeiro jogador com menos de 20 anos a marcar numa final de Copa do Mundo depois de Pelé.

Não, ele não é Pelé.
Mas pode ser o primeiro eleito depois da era Cristiano Ronaldo e Messi. Merecerá ser neste ano se continuar jogando bem pelo Paris Saint-Germain.

Mas a Copa não teve um craque indiscutível, pela quarta vez seguida. Não houve um gênio inquestionável nem em 2006, nem 2010, nem 2014, nem em 2018. À parte os grandes trabalhos de Iniesta, Cannavaro, Thomas Muller e Mbappé, Griezmann… A era é dos times.

As grandes seleções não podem servir para levar ao Olimpo um único jogador. As grandes seleções são para serem campeãs.

A França é.

FINAL
Domingo, 15/julho/2018
FRANÇA 4 x 2 CROÁCIA – 12h, 18h

Local: Luzhniki (Moscou); Juiz: Nestor Pitana (Argentina); Público: 78.011; Gols: Mandzukic (contra) 16, Perisic 24 do 1º; Griezmann (pênalti) 38 do 1º; Pogba 14, Mbappé 19, Mandzukic 24 do 2º; Cartão amarelo: Kanté (23’), Lucas Hernandez (40’)
FRANÇA (4-3-2-1): 1. Lloris (5,5), 2. Pavard (6), 4. Varane (6), 5. Umtiti (7,5) e 21. Lucas Hernández (6); 13. Kanté (6) (15. Nzonzi 9 do 2º (6,5)), 6. Pogba (8) e 14. Matuidi (6,5) (12. Tolisso 28 do 2º (6)); 10. Mbappé (8,5) e 7. Griezmann (8); 9. Giroud (6) (18. Fekir 32 do 2º (sem nota)). Técnico: Didier Deschamps
CROÁCIA (4-1-4-1): 23. Subasic (6,5), 2. Vrsaljko (6), 6. Lovren (6), 21. Vida (7) e 3. Strinic (5) (20. Pjaca 37 do 2º (sem nota)); 11. Brozovic (6); 18. Rebic (6,5) (9. Kramaric 26 do 2º (6)), 10. Modric (5), 7. Rakitic (6) e 4. Perisic (7); 17. Mandzukic (6,5). Técnico: Zlatko Dalic
Posse de bola 39% x 61% – Finalizações – 8 x 15
Homem do jogo Fifa – Griezmann
Homem do jogo PVC – Mbappé


A sinceridade de Hazard
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Hazard foi de felicidade ímpar ao dizer na entrevista coletiva que não está na Copa do Mundo por prêmios individuais.

Por outro lado, foi sincero ao afirmar que, na sua opinião, merece o prêmio de melhor jogador do Mundial.

Uma coisa não exclui a outra. Importante deixar claro que a febre por prêmios individuais contamina o futebol. Não é tênis. Importa o que ser o melhor do torneio, se seu time termina em terceiro lugar? Nada. Hazard falou da importância da terceira posição, pela história da Bélgica, mas deixou claro que preferia estar na finalíssima.

Há candidatos ao prêmio individual entre os dois finalistas. O melhor da Copa provavelmente será eleito sendo o maior destaque do time vencedor. Mas desde a Copa do Mundo de 2006, não há um grande craque. Nem Cannavaro, nem Iniesta, nem Thomas Muller, nem Mbappé, nem Modric.

Talvez Griezmann, mas só por uma questão estatística. Se der um passe para gol, terminará como líder de assisstências. Desde Just Fontaine, em 1958, a França não tem um jogador que, como Griezmann, tivesse participado de 5 gols da seleção francesa em Mundiais. Griezmann fez três gols e deu duas assistências. Os franceses fizeram 10 gols, metade passou pelo pé de seu camisa 7.

Sábado, 14/julho/2018
BÉLGICA 2 x 0 INGLATERRA – 11h, 17h
Local: Krestovsky (São Petersburgo); Juiz: Alireza Faghani (Irã); Gols: Meunier 4 do 1º; Hazard 37 do 2º; Cartão amarelo: Witsel, Stones, Maguire
BÉLGICA (3-4-3): 1. Courtois (6,5), 2. Alderweireld (6,5), 4. Kompany (6) e 5 Vergonthen (6); 15. Meunier (7,5), 17. Tielemans (7) (19. Dembele 33 do 2º (sem nota)), 6. Witsel (6,5) e 22. Chadli (7) (3. Vermaelen 37 do 1º (6)); 7. De Bruyne (6,5), 9. Lukaku (6) (14. Mertens 15 do 2º (6,5)) e 10. Hazard (8) (. Técnico: Roberto Martínez
INGLATERRA (3-5-2): 1. Pickford (7,5), 16. Phil Jones (6,5), 5. Stones (6) e 6. Maguire (6); 12. Trippier (6,5), 21. Loftus-Cheek (5,5) (21. Dele Alli 39 do 2º (sem nota)), 4. Dier (6), 17. Delph (7) e 3. Rose (6) (7. Lingard, intervalo (6,5)); 10. Sterling (5,5) (19. Rashford, intervalo (6,5)) e 9. Harry Kane (5). Técnico: Gareth Southgate
Posse de bola – 43% x 57% – Finalizações – 12 x 15
Homem do jogo Fifa – Hazard
Homem do jogo PVC – Hazard


As surpresas da Rússia
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Entrar no primeiro vagão do metrô, linha 3, em direção à zona norte de Moscou e dar de cara com uma exposição de quadros de Sergej Andriania é a última surpresa de um país que se abriu para nossos olhos em dezembro, data do sorteio dos grupos para a Copa do Mundo. É provável que Vladimir Putin julgue bem sucedida a aventura de mostrar ao planeta um país moderno, cosmopolita e capistalista. Mostrou mais do que isso.

Na chegada a Kazan, república do Tajiquistão, a recepção é do motorista Algir. “Você gosta de futebol?”, pergunto. “Sou madridista”, ele responde. Questiono se fala espanhol e ele diz que não. Por que madridista? “Era o time que eu via na infância.” Como estamos no Tajiquistão, questiono sobre o Rubin Kazan. Algir diz que o time é legal, mas não torce por ele. Por quê? “одно сердце одна команда“. “Um coração, um time.”

Faz sentido. Kazan é uma cidade linda. A República do Tajiquistão tem maioria muçulmana, mas uma mesquita convive com uma igreja ortodoxa na mesma rua, no centro. “Vocês nunca quiseram ser independentes?”, pergunto a Algir. “Não temos a menor chance”, ele responde. “Porque estamos bem no centro da Rússia.”

A resposta sobre times de futebol pelos quais torcem os russos varia de lugar a lugar, mas na maioria coincide com Algyr. Em Moscou, taxistas respondem que preferem lutas ao futebol. Quando dizem um time do coração, duas palavras em inglês aparecem com freqüência: “Manchester United.” Os russos não torcem pelos clubes russos. São raros, o que explica a média de 13 mil espectadores por partida no campeonato local, menor do que a do Brasileirão.

Só São Petersburgo é diferente. Самый красивый город в России (A cidade mais bonita da Rússia, foi uma das primeiras frases que aprendi a ler em cirílico, professora Palina Dubobskaya, nascida em Leningrado ensinou). O Zenit é uma referência para o futebol local. Tem torcida. Não vai lotar o estádio Krestovsky, o mais lindo da Copa, situado bem ao lado do Rio Neva, perto do encontro com o Mar Báltico.

São Petersburgo é tão surpreendente que o velho Palácio de Inverno, de onde os bolcheviques retiraram o Czar, quando tomaram o poder na revolução de 1917, ficavam bem ao lado do Neva. Completamento exposto a quem quisesse chegar perto do poder, embora Napoleão Bonaparte não tenha alcançado São Petersburgo, na campanha russa, em 1912. Os franceses de Didier Deschamps, sim. Podem vencer a Copa do Mundo com o menor número de empates por 0 x 0 desde a Suíça, em 1954.

A Rússia é mesmo uma grande surpresa.


A Copa da aldeia de Gianni Infantino
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O rio da minha aldeia não faz pensar em nada

Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

Fernando Pessoa escreveu que o Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.

A Copa que correu na minha aldeia, quatro anos atrás, teve sol e chuva, mas teve médiad e gols de 2,67, contra 2,61 na Rússia, média de público de 53 mil pessoas por jogo, contra 46 mil na Rússia, 23% de gols de bola parada, 38% na Rússia.

Gianni Infantino pode julgar esta a melhor Copa de todos os tempos, se julgar que o futebol melhor a cada quatro anos.

Não é a percepção geral.

Gianni Infantino pode ter viajado pelas onze cidades da Rússia de trem. E neste caso terá sentido o prazer dos horários cumpridos à risca. Mas se tivesse o prazer de procurar seu check-in num dos quatro aeroportos de Moscou, certamente não diria que a Rússia equiparou o Brasil, ou a França, muito menos a Alemanha em organização. Funcionários da companhia aérea Nordwind abaixavam a cabeça. Você podia tentar falar em inglês, português ou russo — e falei — e ninguém se dignava a levantar a cabeça.

O caos aéreo esperado no Brasil quatro anos atrás ficou para a Rússia.

Mas a Copa do Mundo foi, sim espetacular. Copa do Mundo é sempre sensacional, um prazer enorme estar na Rússia.

какая красивая страна! Que país lindo! Que cidade espetacular é São Petersburgo, que descoberta é Kazan, capital do Tartaristão, passagem da Escandinávia para Bagdá no passado, que jamais pensou em ser independente, por estar exatamente no meio do país governado por Putin.

A Copa do Mundo é a que exemplifica como o futebol muda a cada ciclo. Arrigo Sacchi diz que ao rever o Milan que dirigiu nos anos 1980 julga o que fez muito, muito, muito velho. Sua grande obra foi a compactação, em 35 metros de campo. Na Rússia, jogou-se em dez, entre a linha da defesa e a dos meio-campistas. Carlo Ancelotti, Michael Laudrup, Lizarazu, gente que você leu aqui, concorda com isso. Do ponto de vista tático, a Copa do Mundo pode ser o que há de mais moderno.

Mas Infantino conceder que esta foi a melhor Copa de todos os tempos, só plagiando Fernando Pessoa:

A Copa do meu governo não faz pensar em nada

Quem está ao pé dela está só ao pé dela.


Neymar, o Real Madrid, a mídia e a vitória
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A capa do diário Marca desta sexta-feira, 13, é James Rodriguez. O jornal de Madri afirma que o colombiano deseja voltar, mesmo depois de realizar boa temporada no Bayern.

Neymar não está nas manchetes.
Mas de tempos em tempos alguém diz que pode ser contratado pelo Real Madrid

Para um clube que procura mídia como o Real Madrid, é óbvio que Neymar é uma opção no mercado.
Ocorre que custou 222 milhões de euros ao Paris Saint-Germain e não tem multa de rescisão de contrato.
Mas sabe como é: água morro abaixo, fogo morro acima e jogador de futebol quando quer ir… Ninguém segura.

A questão é que Neymar cai como uma luva no plano de mídia do Real Madrid.
Mas seu nome, para uma parte da torcida, não cai bem.
Não é preciso explicar por quê. Depois da Copa do Mundo que realizou, seu prestígio no futebol mundial caiu.
A declaração de Marco Van Basten no conselho técnico da Fifa expõe bem isso.

Tanto o Real Madrid, quanto Neymar, têm razões para saber que no futebol só existe um marketing infalível: vencer.
Você pode ganhar dinheiro com a mídia, mas vencer não tem erro. Nenhuma marca cai na vitória.


Quando meia Croácia foi campeã do mundo
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Prosinecki cobrou falta com absoluta perfeição no último minuto do jogo contra o Brasil, no estádio Nacional, de Santiago, no Chile. A bola no ângulo surpreendeu o jovem goleiro Ronaldo Soares Giovanelli, mais tarde ídolo do Corinthians. Também espantou 60 mil torcedores presentes à partida, válida pelas quartas-de-final da Copa do Mundo sub-20, em 1987. A Iugoslávia eliminou o Brasil com vitória por 2 x 1.

Quatro dias depois, venceu a Alemanha nos pênaltis, também em Santiago. Os alemães tinham Andreas Moller, campeão mundial três anos depois, na Itália.

A Iugoslávia jogava com o zagueiro Stimac, o volante Pavlicic, os meias Boban e Prosinecki, o lateral-esquerdo Jarni e o atacante Davor Suker. Todos croatas. Completavam a equipe o goleiro Lekovic e o zagueiro Jankovic (sérvios), o lateral Brnovic e o atacante Predrag Mijatovic, glória do Real Madrid (montenegrinos) e o meia Pavlovic (bósnio).

O técnico Mirko Jozic, nascido na Croácia, mudou-se para o Chile e conduziu o Colo Colo ao título da Libertadores de 1991.

Metade da equipe mais brilhante do futebol iugoslavo nasceu em território da Croácia. Três anos mais tarde, essa equipe ajudou a formar a Iugoslávia que chegou às quartas-de-final da Copa do Mundo, eliminada apenas nos pênaltis, pela Argentina de Diego Maradona.

No ano seguinte, o Estrela Vermelha de Belgrado ganhou a Copa dos Campeões da Europa, com uma base misturada, de montenegrinos, croatas, macedônios e até um romeno.

Stojanovic (Kosovo), Sabanadzonic (Montenegro), Najdoski (Macedônia), Belodedic (Romênia) e Marovic (Montenegro); Jugovic (Servia), Mihajlovic (Nascido na Croácia, sérvio por opção), Prosinecki (Croácia), Savicevic (Montenegro); Pancev (Macedônia) e Binic (Sérvia).

O espetacular livro “Behind the Courtains” (Atrás das Cortinas), escrito pelo jornalista inglês Jonathan Wilson sobre o futebol no leste europeu trata desse time e traz uma frase do goleiro Stojanovic que explica como a guerra acabou com a perspectiva: “O problema é que nunca vamos saber onde poderíamos ter chegado.”


Dalic leva Croácia à final em seu jogo número 13 como técnico
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Zlatko Dalic alcançou um feito antes só conquistado por Rinus Michels. O antigo treinador da Holanda disputou a final da Copa do Mundo de 1974 em sua partida número nove como treinador de sua seleção. Os seis jogos do Mundial e mais três amistoso. Dalic alcança a decisão em sua partida número 13 e a décima quarta pode ser a da consagração.

A Croácia reagiu de maneira surpreendente no segundo tempo, com atuação impecável de Perisic, o melhor em campo. Também com valentia de Mandzukic, autor do gol da classificação. A Inglaterra teve chance de ampliar o marcador no primeiro tempo, com Harry Kane perdendo um gol quase feito e na prorrogação, em cabeçada de Stones, na trave.

Mas a Croácia mereceu a finalíssima.

A classificação confirma o que este blog tem dito deste o início da preparação para a Copa do Mundo: o equilíbrio predomina. Nunca antes a elite do futebol foi tão apertada quanto atualmente.

A França será favorita na decisão. Mas haverá um jogo equilibradíssimo outra vez no domingo, ao meio-dia, em Moscou.

Quarta-feira, 11/julho/2018
CROÁCIA 2 x 1 INGLATERRA – 17h, 21h

Local: Luzhniki (Moscou); Juiz: Cunyet Çakir (Turquia); Público: 78.011; Gols: Trippier (falta) 5 do 1º; Perisic 23 do 1º; Manduzukic 4 do 2º da prorrogação; Cartão amarelo: Mandzukic, Walker, Rebic
CROÁCIA (4-1-4-1): 23. Subasic (6,5), 2. Vrsaljko (7), 6. Lovren (6,5), 21. Vida (6) e 3. Strinic (6,5); 11. Brozovic (7,5); 18. Rebic (6,5) (9. Kramaric 11 do 1º da prorrogação (sem nota)), 7. Rakitic (7), 10. Modric (7) (19. Badelj 14 do 2º da prrogação (sem nota)) e 4. Perisic (8,5); 17. Mandzukic (8,5) (5. Corluka 10 do 2º da prrogação (sem nota)). Técnico: Zlatko Dalic
INGLATERRA (3-5-2): 1. Pickford (7), 2. Walker (5) (11. Vardy 12 do 2º tempo da prorrogação (sem nota)), 5. Stones (5) e 6. Maguire (6); 12. Trippier (7), 20. Delle Alli (6,5), 8. Henderson (6) (4. Dier 7 do 1º da prrogação (6)), 7. Lingard (6) e 18. Ashley Young (5,5) (3. Rose, intervalo para a prorrogação (5)); 10. Sterling (19. Rashford 29 do 2º (6,5)) e 9. Harry Kane (5). Técncio: Gareth Southgate
Posse de bola – 54% x 46% – Finalizações 22 x 11
Homem do jogo Fifa – Perisic
Homem do jogo PVC – Perisic


Um papo com Michael Laudrup
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Michael Laudrup é um mito. Craque da Dinamarca, deixou seu país aos 18 anos para jogar pela Lazio. Seguiu para a Juventus, onde atuou nos últimos grandes momentos de Michel Platini, na temporada 1985/86. Ao final daquele campeonato, vencido pela Juve, foi ao México representar a Dinamarca, que aparecia para o mundo lançando o 3-5-2 e encancando sob o apelido de Dinamáquina.

Depois, foi técnico do Spartak Moscou e atualmente dirige o Al Rayaan, do Qatar.

Ontem, minutos antes do início do segundo tempo de França 1 x 0 Bélgica, Laudrup sentou-se ao lado deste colunista. Ao final da partida, concedeu o prazer de uma troca de ideias sobre a classificação da França e sobre o futebol em 2018.

PVC – O que você pensa sobre domingo?
LAUDRUP – Sobre domingo?

PVC – Sim, sei que ainda não há o adversário, mas o que você imagina da final?
LAUDRUP – Acho que a França está muito forte. Vimos um time muito organizado, muito forte no aspecto defensivo e que tem jogadores que decidem jogos na frente.

PVC – É um trabalho de muito tempo.
LAUDRUP – Sim. Eles perderam a final da Eurocopa, amadureceram como equipe. Nesta Copa, houve momentos variáveis, com um atuação incrível contra a Argentina e outras mais duras, como foi contra o Uruguai e contra a Bélgica.

PVC – Na história das Copas, 13 das vinte vitórias foram com técnicos há mais de três anos no cargo.
LAUDRUP – Deschamps tem esse tempo, mas veja que este é um caso um pouco diferente. O time da França é muito jovem. Há muitos jogadores que não estavam na Copa do Mundo passada. São apenas seis do grupo que foi ao Brasil.

PVC – O que você pensa do futebol jogado nesta Copa do Mundo?
LAUDRUP – Muito pouco espaço. Veja que durante boa parte do jogo, o Giroud, centroavante da França, estava bem atrás do círculo central, com a linha defensiva marcando na risca da grande área. Muito diferente do que acontecia anos atrás. Está cada dia mais difícil para os grandes atacantes e cada vez mais os times precisam se organizar.